Humildemente eu...

 Ai galéra, este sou eu ... talvez, nem tanto ... escuro. 

Mas, ainda que passe pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum.

  

  

Aqui estou eu, como, ou não, vocês gostariam.

  

Esta é a galéra noturna e sua bola de cristal.. RsRsRs!!!

  

Esta é a galéra diurna e seu estilo malas. RsRsRs!!!

  

Imprecionante, parece mas não é ... eles não são o mesmo. RsRsRs!!!

  

E ... mais uma vez humildemente ... eu. RsRsRs!!!

  

É... eu sempre fui muito vaidoso.

  

Meu pai, eu, e ... sempre aprontando ... quem? Só poderia ser o Branco. RsRsRs!!!

  

Está é a PIB da irmã Zunaide, e esse é o eslogan do que o Ricardinho quer pôr.

  

É pessoal já foram dois eliminados, e pelo jeito está será a KGB do futuro.



 Escrito por Escrito por Tenente Eleoterio. às 06:03 PM
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 Escrito por Escrito por Tenente Eleoterio. às 05:47 PM
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Um milhão de amigos

01/08/2004

Faça as contas. Quantos amigos você fez nos últimos três meses? Tem gente que responde, na ponta da língua:

- 81
- 52
- 123
- 140

Calma, gente. Eles não fazem parte do seleto grupo de ricos e famosos. Foram contaminados por uma praga que surgiu na internet: o Orkut.

 “E você vai entrando, vai entrando, vai entrando e não tem fim. Você pode viajar pelas comunidades e vai achar gente conhecida”, conta Renata Uchoa, fisioterapeuta e "orkuteira".

O Orkut é mais nova onda para você conhecer pessoas ou encontrar velhos amigos.

“Vai diminuir o sentimento de solidão, porque você com diversos amigos parece que faz parte de uma grande comunidade”, analisa Pablo Miyazawa, jornalista e "orkuteiro".

Nessa rede só entra quem é convidado.

“Recebi convite de amigos no final de fevereiro e comecei a usar em março”, diz Pablo.

A função básica é bisbilhotar. Como a página da ex namorada.

“Eu olhava que comunidade ela estava entrando, bisbilhotava mesmo. Eu assumo. Quem está escrevendo pra ela. Quem é fã dela”, confessa Rodrigo Olaio, estudante e “orkuteiro”.

Outra função: criar comunidades. Há até uma de quem odeia o Orkut.

”Não gosto, não tenho o menor interesse em entrar no Orkut. Acho uma perda de tempo”, reclama Luiza Junqueira.

O site foi criado pelo turco Orkut Huyukkokten - que batizou a invenção com o próprio nome.
Ele falou com o fantástico por e-mail.

“Nós construímos o orkut.com porque queríamos criar uma comunidade onde as pessoas pudessem encontrar amigos, fazer negócios e arrumar namoradas”, escreveu o turco.

O pai da criança ficou surpreso: o Brasil é o país com o maior número de usuários. Dos mais de um milhão de orkuteiros da terra, metade é brasileira: 50,27%.

“Nunca estive no Brasil. Estamos contentes, mas não podemos fazer uma análise de tanta popularidade no Brasil”, continua o Sr. Orkut.

O professor de matemática Roberto Jamal também não sabe explicar  porque o brasileiro virou orkuteiro de carteirinha. Mas consegue calcular onde essa brincadeira vai parar.

Se uma pessoa convida dois amigos, e esses dois amigos mais dois no final de dez dias ela terá  1.024 amigos. Em 15 dias, 32.768 amigos. E em 33 dias, 8 bilhões de amigos. Número maior do que a população da terra.

“Quem não tem computador e não entrar na internet e não participar do orkut não vai ter 8 bilhões de amigos, mas em compensação ele terá, aproximadamente, oito amigos do peito”, ensina Jamal.

Quem entrou na onda do orkut sabe: amigo é amigo. Orkuteiros são um caso à parte.

“A gente sempre fala que dá pra contar na mão os amigos do peito. Aqueles que correm quando a gente precisa”, afirma Pablo.

Homem e mulher

18/07/2004

Dentro de cada uma de nossas células trazemos o DNA, o código de instruções para a fabricação de um ser humano. Cada molécula de DNA é composta de 46 cromossomos, metade herdada de nossos pais, metade de nossas mães.

O que determina se um embrião vai nascer homem ou mulher são os cromossomos sexuais. Mulheres trazem no seu código genético dois cromossomos "X", enquanto que homens têm um "X" e um "Y".

Mas nem sempre é simples assim. Veja o caso da americana Jan Johnson. Ela tem 42 anos, saúde perfeita, adora jogar vôlei. Jan tem rosto de mulher e corpo de mulher, inclusive os órgãos sexuais. Mas geneticamente ela é homem. Tem um cromossomo "X" e um "Y".

Ela admite que sofre muito com o estigma de sua condição genética. Ninguém é perfeito, diz Jan, mas não é fácil falar de algo tão íntimo na televisão.

Quando era pequena, Jan não fazia idéia de que era geneticamente homem. Ela conta que jamais se sentiu diferente na infância. Era uma menina normal, que gostava de brincar de bonecas com as amigas.

Mas, quando chegou à faculdade, Jan notou que havia algo diferente. Aos 19 anos, ainda não tinha menstruado. Jan conta que era doloroso se sentir diferente das outras meninas. Ao procurar o serviço médico da universidade, descobriu-se: Jan tinha cromossomos "X", "Y".Deveria ter nascido homem.

Mas o que aconteceu? A resposta está no cromossomo masculino, o "Y". À primeira vista, a principal diferença entre o cromossomo masculino "Y" e o feminino, o "X", é que o "Y" é muito menor. Ele contém apenas 60 genes. O "X", feminino, carrega três mil genes.

O geneticista Peter Goodfellow conhece a fundo o cromossomo "Y". Foi ele quem descobriu que um único gene é responsável pela formação da genitália masculina.

Ou seja: para se fazer um ser humano, são necessários cerca de 30 mil genes. Mas para se fazer um homem, basta um único gene, chamado SRY. O gene SRY é como uma chave, que liga e desliga. Até seis semanas de gestação, o embrião não tem sexo definido. Depois de seis semanas, se o gene SRY for ativado, começa a produção dos órgãos sexuais masculinos.

O que aconteceu no caso de Jan Johnson é que o gene SRY dela jamais foi ligado. Com isso, ela não desenvolveu os testículos, órgãos responsáveis pela produção da testosterona, o hormônio que dá ao corpo as características masculinas essenciais.

Ao descobrir que era geneticamente homem, Jan ficou sabendo ainda que era estéril. Jamais poderia ter filhos, porque não tinha útero, nem ovários. Ela ficou tão traumatizada que, na época, preferiu não contar a verdade para o namorado e futuro marido, Peter.

Ela conta que apenas explicou que jamais poderia ter filhos, mas não entrou em detalhes. A única pessoa com quem compartilhou o segredo foi a professora de anatomia Kris Blodget. A professora lembra que tentou consolar Jan, lembrando o quanto ela era feminina e que isso era o que realmente importava.

Mas Jan diz que foi devastador saber que era homem, principalmente porque ela e o marido jamais conseguiram chegar a um acordo quanto a adotar uma criança.

Hoje, 25 anos depois, as duas amigas estão se revendo pela primeira vez. A emoção do reencontro mostra o quanto foi importante para Jan contar com o apoio da professora.

Segundo o geneticista John Burn, da Universidade de Newcastle, na Inglaterra, a compreensão de casos como o de Jan Johnson é algo recente e tem um impacto profundo para a ciência e para a humanidade.

O principal motivo: como você viu, Jan deveria ter nascido homem, mas não desenvolveu órgãos sexuais masculinos por um defeito no gene SRY. Como ela tem genitália feminina, isso é prova de que, até seis semanas de gestação, todo ser humano é fêmea.

É como se o sexo feminino fosse o gênero padrão da humanidade. Portanto, simbolicamente, é o contrário do que diz a Bíblia: não foi Eva que nasceu da costela de Adão, e sim, o oposto. O homem é uma forma adaptada da mulher.



 Escrito por Escrito por Tenente Eleoterio. às 05:32 PM
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Mãos que falam

01/08/2004

Por que os homens, em média, são mais fortes que as mulheres? A resposta está no hormônio masculino testosterona, que ocorre naturalmente no organismo dos homens e, em pequenas doses, no das mulheres. Ele está diretamente ligado à formação dos músculos.

"A testosterona faz parte do grupo de substâncias que nos chamamos de esteróides anabolizantes. Esses são hormônios que o organismo precisa para fazer com que os seus processos bioquímicos, de fato, se desenvolvam. Por exemplo, a síntese de proteínas. É a proteína que vai constituir o músculo”, explica o químico Francisco Radler.

O químico, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, coordena o laboratório credenciado pelo Comitê Olímpico Internacional para controle de doping no Brasil. Ele explica que substâncias ilegais que alguns atletas mal-intencionados tomam para melhorar o desempenho procuram imitar a ação de hormônios naturais, como a testosterona.

"No caso do doping explícito, o que você faz é aumentar a quantidade desses hormônios no organismo, seja tomando o próprio hormônio natural, seja através de hormônios sintéticos, moléculas que, como a gente chama, mimetizam no organismo, têm o mesmo tipo de ação que o hormônio natural”, explica Radler.

Mas por que alguns indivíduos são mais bem-dotados de testosterona do que outros? As razões têm fundo genético, e ainda não foram totalmente compreendidas.

O cientista inglês John Manning, da Universidade de Liverpool, diz ter desenvolvido uma maneira de identificar quais os atletas com maior potencial hormonal. Ele diz que para descobrir, basta medir o comprimento dos dedos, porque, segundo ele, o tamanho dos dedos está diretamente relacionado aos níveis no organismo de testosterona.

O doutor Manning diz que há muito tempo se sabe que existem diferenças entre os dedos de homens e mulheres. É algo sutil, de que a maioria das pessoas nunca ouviu falar. O processo começa ainda no útero. Durante a gravidez, o corpo da mulher se transforma numa fábrica de hormônios, e os efeitos podem ser verificados anos depois do nascimento. O dedo anular do homem geralmente é maior que o dedo indicador. Na mão feminina, em média, ocorre o contrário: o dedo indicador é maior que o anular.

De acordo com a teoria do doutor Manning, o comprimento do dedo anular é diretamente proporcional à quantidade de testosterona a que o feto foi exposto no útero. Já o comprimento do dedo indicador corresponderia à dose do hormônio feminino estrogênio. Portanto, a relação entre os tamanhos desses dois dedos é o que importa. Se o seu dedo anular é maior que o indicador, você foi exposto a altas doses de testosterona quando estava na barriga de sua mãe. Se o dedo indicador é que é maior, você recebeu doses maiores de estrogênio.

Essa teoria ainda não foi comprovada, mas o doutor Manning é um dos maiores especialistas do mundo no estudo da testosterona. Para ele, a exposição à testosterona no pré-natal é um fator decisivo para o desempenho atlético.

De acordo com a tese do cientista,  o comprimento do dedo anular indica a dose de testosterona que o feto recebeu. Assim, o corredor que tiver o maior dedo deverá ser o vencedor. Será possível? Os atletas não levaram a menor fé.

São todos excelentes corredores, diz ele. Foram expostos a altas doses de testosterona no útero, tanto que se tornaram atletas. Mas a aposta dele é em Tim Abeyu. Na mão dele, a diferença entre o comprimento dos dedos anular e indicador é maior do que na de outros corredores.

Os atletas não sabem quem é o eleito pelo doutor Manning. Chegou a hora da verdade. Na raia cinco está o escolhido: Tim Abeyu. É dada a largada. E o escolhido pelo cientista vence a corrida!

Esta teoria ainda está longe de ser comprovada. Mas caso esteja certa, abre caminho, no futuro, para algo perigoso: o doping genético. Isso  já foi feito em cobaias. Recentemente, cientistas criaram em laboratório o super-rato, modificado geneticamente para ter músculos mais fortes.

“Essa é a melhor evidência, o tal do rato super-musculoso, de que é possível você aumentar a massa muscular através de uma modificação genética localizada”, esclarece Radler.



 Escrito por Escrito por Tenente Eleoterio. às 05:23 PM
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